terça-feira, novembro 29, 2005

Jeff Buckley


Jeffrey Scott Buckley nasceu em 1966 nos E.U.A. Filho de músico, cedo mostrou aptidão para seguir as pisadas do pai, Tim Buckley. Foi influenciado pelo Jazz, pelos Blues, mas principalmente pelo rock progressivo dos Génesis, Rush, Yes e pelo rock mais clássico dos Led Zeppelin.
No início da sua carreira optou por apenas tocar guitarra, devido talvez ao receio de ser comparado com o progenitor. Mais tarde em 1991, foi convidado a actuar num concerto de tributo a seu pai, onde decidiu (en)cantar a audiência.
Em 1994 edita o álbum Grace, que foi aclamado pela crítica e também por artistas como Paul MacCartney e Bono. No entanto nunca foi um sucesso comercial.
Em 1997 enquanto trabalhava no seu segundo álbum de estúdio a tragédia acontece. Jeff decidiu ir nadar no Wolf River. O seu corpo apareceu apenas uma semana depois junto à Foz do Mississipi.
Apesar de desaparecido quase há uma década, a sua música continua a influenciar muitos artistas como os Coldplay, Muse ou Nelly Furtado. A música do link é um original de Leonard Cohen, que Jeff transformou em algo simplesmente fantástico.

Discografia
Live At Sin-é
Grace
Sketches for My Sweetheart the Drunk
Mystery White Boy
Live A L 'Olympia
Songs To No One 1991-1992

quarta-feira, novembro 16, 2005

Tom Waits


Músico, actor, poeta. Figura intrigante de voz …digamos… arenosa. Alguém disse que “ouvir a sua música era como caminhar numa cidade fantasma, onde tudo é rangedor e arrepiante, no entanto transmitindo uma estranha sensação de paz”. Não sei classificar a sua música, pois podemos encontrar influências de inúmeros estilos como os Blues, o Rock, o Jazz, o Country e até o Tango. Não é fácil começar a gostar de Waits, mas depois torna-se impossível não o fazer.

Discografia (não inclui compilações)
1973 Closing Time
1974 The Heart of Saturday Night
1975 Nighthawks at the Diner
1976 Small Change
1977 Foreign Affairs
1978 Blue Valentine
1980 Heartattack and Vine
1982 One from the Heart
1983 Swordfishtrombones
1985 Rain Dogs
1987 Franks Wild Years
1992 Night on Earth
1992 Bone Machine
1993 The Black Rider
1999 Mule Variations
2002 Alice
2002 Blood Money
2004 Real Gone

quinta-feira, novembro 10, 2005

Xutos & Pontapés


Em finais de 1978 juntam-se para um primeiro ensaio, com Zé Leonel na voz. São a maior (e talvez melhor) banda portuguesa. Com um som inicial bastante punk rocker, souberam adaptar-se ao longo dos anos, indo já na 3ª geração de fãs (se considerarmos cada década uma geração).
Confesso que embora já gostasse de os ouvir, foi num concerto de fim de ano, há cerca de 9/10 anos, que me tornei grande admirador. A sua energia em palco foi fantástica, a voz do Tim tão peculiar tornara-se ali ao vivo simplesmente estupenda. Recordo-me como se fosse ontem aquela versão do “Circo de Feras”.

Discografia
1982 - 78-82
1985 – Cerco
1986 - Circo de Feras
1988 – 88
1988 - Ao Vivo
1990 -Gritos Mudos
1993 - Dizer Não de Vez
1994 - Direito Ao Deserto
1995 - Ao Vivo na Antena 3
1997 - Dados Viciados
1998 – Tentação
1998 - Vida Malvada
2000 - 1º de Agosto
2001 – XIII
2002 - Sei Onde Tu Estás! Ao Vivo 2001
2003 - Nesta Cidade
2004 - O Mundo ao Contrário

sexta-feira, novembro 04, 2005

(Can’t help) falling in love – Versão U2

Visita turística dos U2 ao Lavradio – Barreiro. Em fundo um dos ex-libris da terra, parte do Complexo Industrial do Barreiro


São muitas as versões de canções de outros músicos que os U2, ao longo da sua carreira, têm tocado. Quase sempre ao vivo, quase sempre fantásticas, muitas vezes melhores (na minha opinião) que os originais.
Esta versão que vos falo hoje (e que está acessível no link) é absolutamente fantástica. Os arranjos, a voz do Bono na fase ZooTv…
Desculpa lá Elvis mas para mim ... melhor que o original!!



PS: A probabilidade de um visitante deste Blog poder ter aparecido nesta foto era grande… atrevo-me a dizer que era grande a probabilidade de aparecerem dois visitantes… Mas acho que na data deste estranho acontecimento (U2 no Barreiro) andavam entretidos a tirar um curso em Lisboa.

PS2: Acrescento ainda que se viesse a pé da casa donde vivi até aos 27 anos, até ao local desta foto (coisa que não posso confirmar que aconteceu várias vezes, nos tempos de estudante, para vir estudar com alguém que também não posso dizer quem seja) demoraria cerca de 15 minutos.

sexta-feira, outubro 28, 2005

Joy Division


Formam-se em Manchester em 1977, no meio do punk rock que caracterizava a época e a região. Inicialmente com pouco (ou nenhum) sucesso, começam a percorrer caminhos por experiências sonoras mais Pop, contribuindo para o novo movimento que emerge entretanto, o New Wave. O som era triste, as letras totalmente depressivas, o que suscitou um curioso comentário de um crítico em relação a um LP da banda: “Quem estiver com depressão quando ouvir este disco, vai atirar-se duma janela”. Após dois fantásticos álbuns, que marcam profundamente a musica rock, Ian Curtis, o vocalista, comete suicídio colocando um ponto final nos Joy Division.
Os restantes membros contratam a teclista Gillian Gilbert e formam os New Order, banda líder do movimento New Wave. Irão merecer com certeza uma futura referência neste Blog.


DISCOGRAFIA

Álbuns oficiais
Unknown Pleasures – 1979
Closer – 1980

Colectâneas/Álbuns ao vivo
Still - 1981
Substance - 1988
Permanent - 1995
Heart & Soul - 1998
Preston Warehouse 28 February 1980 - 1999
Les Bains Douches - 2001

terça-feira, outubro 25, 2005

Orchestral Manoeuvres in the Dark


Este último fim-de-semana, na procura de uns cd´s no fórum Almada, tropecei na minha ignorância musical. Passando a explicar: dei de caras com um Best Of duma banda, os Orchestal Manouvres in the Dark, da qual conhecia uma música de nome “Electricity”. Conhecia esta música da mesma colectânea onde tinha descoberto os The Ramones.
Tal não foi o meu espanto quando reparei que “Enola Gay” dos OMD era um tema desta banda, ou seja, que Orchestral Manoeuvres in the Dark = OMD. Todo este tempo a pensar que os OMD do “Enola Gay” eram uma banda e que os Orchestral Manoeuvres in the Dark do “Electricity” eram outra banda! Bem... pelo menos poupa-se um "post".
Ao comprar o álbum descobri outros temas familiares que desconhecia de quem eram, ou sequer que havia ligação entre eles.
Mais uma banda do New Wave a merecer destaque.

Discografia
Orchestral Manoeuvres in the Dark – 1980
Organisation – 1980
Architecture & Morality – 1981
Dazzle Ships – 1983
Junk Culture – 1984
Crush – 1984
The Pacific Age – 1986
The Best of OMD – 1988
Sugar Tax – 1991
Liberator – 1993
The OMD Singles - 1998
Navigation – The OMD B-sides – 2001

terça-feira, outubro 18, 2005

1,2,3 Ramones!!!


Decorria o ano de 1974 quando num subúrbio de Nova Iorque, três rapazes se juntaram para influenciar para sempre a música e em especial o punk rock.
Como eram fãs dos Beatles (!!!) adoptaram o sobrenome artístico de Ramone, que correspondia ao nome falso utilizado por Paul McCartney quando este se encontrava hospedado em hotéis durante concertos realizados na Alemanha. Surgiram então os The Ramones.
Conseguiram a sua primeira apresentação num clube nova-iorquino chamado Country Blue-Grass and Blues, destinado apenas a bandas country. Mas nessa noite houve punk rock com o reportório de 16 músicas, todas com menos de 3 minutos, onde a rapaziada se vestiu a preceito: calças de ganga rasgadas, blusões de cabedal, ténis sujos. Até final do ano voltaram ao clube mais 24 vezes.
Dei de caras com os Ramones numa colectânea de música, não me apercebendo na altura de que se tratava dum grupo punk rock. O tema que lá vinha dos The Ramones era uma balada (Baby I love you), que me fez imaginar tratar-se duma banda ao estilo dos The Proclaimers numa senda mais pop. Não podia estar mais enganado… foi necessário comprar o álbum “Ramones” para perceber isso.
A música é simples, as letras na generalidade até podem não ser muito profundas, mas que raios… para mim, a seguir aos U2 os The Ramones são “A Banda”.

Discografia
Ramones - 1976
Rocket to Rússia - 1977
Leave Home - 1977
Road to Ruin - 1978
It's Alive - 1979
Rock'n Roll High School - 1979
End of Century - 1980
Pleasant Dreams - 1981
Subterranean Jungle - 1983
Too Tough to Die - 1984
Animal Boy - 1986
Halfway to Sanityn - 1987
Ramonesmania - 1988
Brain Drain - 1989
All the Stuff and More vol. 1 - 1990
Loco Live – 1991
All the Stuff and More vols 2 - 1991
Mondo Bizarro - 1992
Acid Eaters - 1994
Adios Amigos! - 1995
We're outta here! - 1996
Anthology: Hey Ho Let's Go! - 1999